
Por que é tão difícil ser feliz? Por que é tão difícil nos olharmos no espelho e simplesmente sorrir com o que vemos? Por que nunca nos achamos inteligentes o suficiente, pacientes o suficiente, bondosos o suficiente...? Como é que nada, nunca, pode ser o suficiente?
Eu sei que essa insatisfação crônica é o que nos faz sempre seguir em frente, crescer, desejar alcançar algo maior e melhor. Mas eu queria poder me sentir bem e descansar serena quando alcançasse algo. Poder olhar pra trás e apreciar minha realização sem que uma mão invisível me virasse para frente, mostrando-me tudo o que eu ainda poderia – e deveria – conquistar. Queria sentir a plenitude correr por minhas veias mesmo que por alguns ínfimos minutos. Para que no instante seguinte, eu voltasse à luta disposta a conseguir tudo aquilo que um dia desejei. Teria assim disposição para encarar cada obstáculo que a vida me impõe como um verdadeiro inimigo armado, não descansando até ver cada um deles no chão. Atravessaria o campo de batalha imponente após ter vencido o exército da vez, se simplesmente pudesse descansar depois. Se pudesse apreciar minha conquista, e por alguns segundos não precisasse pensar em mais nada. Como um relojoeiro que após um longo dia de trabalho observa, com um sorriso orgulhoso no rosto cansado, a beleza de todas as engrenagens girando nos devidos tempos e lugares, sem se preocupar com quantos outros relógios precisará fazer no dia seguinte. O relógio, porém, não tem sido meu amigo - amigo de todos nós - ultimamente. Quem dera as oportunidades não passassem tão rápido por nossas vidas. Quem dera não tivéssemos que correr para alcançá-las, e continuar correndo para acompanhá-las.
Pode não parecer, mas isso tudo já me motivou – e ainda motiva – a correr atrás, a seguir em frente... Mas os picos me fazem refletir, e às vezes é difícil conseguir ânimo suficiente pra continuar correndo. A multidão, porém, não nos permite parar, e às vezes nos pegamos apenas seguindo o fluxo. Gostaria, então, de ter forças pra dar um passo para o lado e ver de fora para onde todos nós estamos indo. Temo, porém, não conseguir voltar para o meio da multidão caso o destino seja de meu agrado. Continuo correndo então. Correndo mesmo cansada. Às vezes oscilando o ritmo, mas sem nunca parar. E com a esperança de que um dia possa chegar ao meu destino – e lá ter a certeza de que toda a trajetória valeu à pena.
Eu sei que essa insatisfação crônica é o que nos faz sempre seguir em frente, crescer, desejar alcançar algo maior e melhor. Mas eu queria poder me sentir bem e descansar serena quando alcançasse algo. Poder olhar pra trás e apreciar minha realização sem que uma mão invisível me virasse para frente, mostrando-me tudo o que eu ainda poderia – e deveria – conquistar. Queria sentir a plenitude correr por minhas veias mesmo que por alguns ínfimos minutos. Para que no instante seguinte, eu voltasse à luta disposta a conseguir tudo aquilo que um dia desejei. Teria assim disposição para encarar cada obstáculo que a vida me impõe como um verdadeiro inimigo armado, não descansando até ver cada um deles no chão. Atravessaria o campo de batalha imponente após ter vencido o exército da vez, se simplesmente pudesse descansar depois. Se pudesse apreciar minha conquista, e por alguns segundos não precisasse pensar em mais nada. Como um relojoeiro que após um longo dia de trabalho observa, com um sorriso orgulhoso no rosto cansado, a beleza de todas as engrenagens girando nos devidos tempos e lugares, sem se preocupar com quantos outros relógios precisará fazer no dia seguinte. O relógio, porém, não tem sido meu amigo - amigo de todos nós - ultimamente. Quem dera as oportunidades não passassem tão rápido por nossas vidas. Quem dera não tivéssemos que correr para alcançá-las, e continuar correndo para acompanhá-las.
Pode não parecer, mas isso tudo já me motivou – e ainda motiva – a correr atrás, a seguir em frente... Mas os picos me fazem refletir, e às vezes é difícil conseguir ânimo suficiente pra continuar correndo. A multidão, porém, não nos permite parar, e às vezes nos pegamos apenas seguindo o fluxo. Gostaria, então, de ter forças pra dar um passo para o lado e ver de fora para onde todos nós estamos indo. Temo, porém, não conseguir voltar para o meio da multidão caso o destino seja de meu agrado. Continuo correndo então. Correndo mesmo cansada. Às vezes oscilando o ritmo, mas sem nunca parar. E com a esperança de que um dia possa chegar ao meu destino – e lá ter a certeza de que toda a trajetória valeu à pena.

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